O primeiro aprendizado é que um portfólio não precisa mostrar tudo. Na verdade, talvez ele fique melhor quando escolhe. Mostrar tudo pode provar quantidade, mas escolher bem comunica direção. O que entra e o que fica de fora também dizem alguma coisa.

Outra coisa que percebi é que detalhe muda percepção. Um espaçamento um pouco melhor, uma microinteração mais calma, um título mais preciso ou uma imagem bem escolhida podem fazer o site parecer mais maduro sem precisar de grandes efeitos.

Identidade aparece nos pequenos sinais

No meu caso, o site começou a ganhar cara quando deixou de ser apenas bonito e passou a ter marcas próprias: o rabisco no nome, os porquinhos escondidos, a estética limpa, o jeito de escrever e a vontade de guardar coisas além de trabalhos.

Um bom portfólio não mostra apenas o que a pessoa faz. Ele mostra como ela olha.

Também aprendi que performance faz parte do design. Um site lindo que demora, trava ou pesa demais perde parte do encanto. Por isso a beleza precisa conversar com leveza. Menos excesso, mais intenção.

Portfólio como casa

Gosto da ideia de pensar o site como um canto próprio na internet. Redes sociais mudam o tempo todo. Um site pessoal, quando bem cuidado, parece mais estável. É uma pequena casa para trabalhos, fotos, textos e ideias que não precisam desaparecer no fluxo.

Talvez a parte mais interessante tenha sido perceber que construir o site também é construir uma narrativa sobre mim. Não uma narrativa perfeita, fechada, definitiva. Mas uma versão honesta do que estou tentando criar agora.

Nota pessoal: daqui pra frente, a evolução do site deve ser menos sobre adicionar coisas e mais sobre lapidar o que já existe.